Mostrando postagens com marcador Formação Pela Escola. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Formação Pela Escola. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Formação Pela Escola - Módulo Competências Básicas

EaD e um Conceito para uma Educação Contemporânea - Alessandra Vieira Padilha


Os conceitos contemporâneos de Educação, embora muitos tenham se esvaziado devido a questões de modismos ou “vulgarização”, estão intrinsecamente ligados ao conceito de Liberdade. De Paulo Freire a Rubem Alves, a Educação, enquanto meio legítimo de socialização, visa a formar indivíduos livres: críticos e capazes de atuarem socialmente, promovendo transformações histórico-sociais, logo, atuantes socialmente. Nesse sentido, educar torna-se um movimento de interação e de construção de conhecimento; um processo que envolve muito mais que o conhecimento em si, mas sim sua reconstrução conjunta, respeitando subjetividades, idiossincrasias e contextos sociais.
Assim, o trabalho do educador deve ser balizado em um processo em que tanto o educador quanto os educandos atuam em prol da construção de um conhecimento consoante aos desígnios subjetivos e objetivos da sociedade. Nesse panorama, formar educandos é formar atuantes sociais: pessoas livres e cientes de sua liberdade, capazes de atuarem para consigo e, consequentemente, para com as demandas da sociedade, transformando-as visando a valores de dignidade, de autenticidade e de ética.
As atuações legítimas no âmbito da educação são aquelas em que há a participação de todos aqueles que integram o processo ensino-aprendizagem. Com isso, os resultados tornam-se como objetos híbridos: produtos de uma dialética entre o que é social e idiossincrático a cada indivíduo. Nesse bojo, o conhecimento, muito além de se mostrar como objeto estanque, revela sua fluidez enquanto passível de reconstrução por parte de seus agentes.
Portanto, a EaD, sob esse panorama, é uma ferramenta de aproximação dos agentes envolvidos no processo educativo. Muito além de uma ferramenta consoante aos desígnios da globalização e da sociedade contemporânea, ela adéqua-se às exigências particulares dos atuantes nesse processo, e facilita a interação e a reconstrução do conhecimento adquirido. Nessa perspectiva, a utilização e EaD é válida contanto que atue um prol da aproximação ainda maior dos agentes que integram o processo ensino-aprendizagem.

REFERÊNCIAS

ALVES, Rubem. Conversas com quem gosta de ensinar: (+qualidade total na educação). Campinas, SP: Papirus; Speculum, 200

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Formação Pela Escola - Módulo I : Competências Básicas


A EaD como mecanismo de aproximação dos processos educacionais. Alessandra Vieira Padilha




A aplicação de recursos tecnológicos faz do EaD um meio de interação ensino-aprendizagem de acordo com as demandas da contemporaneidade. Contudo, a despeito de se fazer necessária a dinamização dos processos educativos, em vista dos novos princípios da sociedade contemporânea, o tutor, não apenas como mediador, mas também como educador, deve, durante a aplicação dos cursos, jamais abrir mão dos aspectos inerentes à subjetividade e às idiossincrasias de seus cursistas-educandos. Para tanto, mais que suprassumos tecnológicos, tanto a EaD quanto os recursos que dela fazem parte devem ser utilizados como ferramentas que não só otimizem e dinamizem o processo ensino-aprendizagem, mas também aproximem os agentes e pacientes que o integram.
É fato que o profissional de EaD, uma vez que projeta interação de modo lato, deve estar a par de todos os recursos disponíveis. Nesse sentido, o uso de mecanismos como chat, teleconferências e telefone, para comunicação em tempo real, ou correio eletrônico, fóruns, listas de discussão e trabalhos enviados pela Plataforma Moodle, quando a interação não é simultânea, visam a promover a muito além da otimização do tempo e do espaço, o interação entre os agentes e a construção do conhecimento, enquanto resultante de um processo.
Durante o curso, é necessária a ocorrência de encontros presenciais. Neles, o tutor menos que avaliar qualitativamente o desempenho ou o material produzido pelos cursistas, tornar-se-á ciente dos elementos que compõem a realidade de cada educando. Com isso, o desempenho e a qualidade do material produzido poderão ser avaliados  em observância da aplicabilidade desse conhecimento adquirido à realidade de cada um.
Concluindo, nesse âmbito, a EaD torna-se mais que um disseminador prático e dinâmico de conhecimento; torna-se um mecanismo de aproximação entre seus atuantes e, mais ainda, de adequação tanto às particularidades de cada um quanto às demandas da atual sociedade. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PRESTI, Oreste. Curso de Formação de Tutores: EaD – Conceituação e características. FNDE, 2012.