sexta-feira, 13 de abril de 2012

O Credo das Bruxas ...

foto tirada por Criative-se por Ale Padilha

Poesia Litúrgica escrita pela sacerdotisa Doreen Valiente para expressar as crenças báscias pelos seguidores da religião da deusa.
Abaixo versão em português (autor desconhecido)

Ouça agora a palavra das bruxas
os segredos que na noite escondemos
Quando a obscuridade era caminho e destino
e que agora à luz nós trazemos.
Conhecendo a essência profunda
os mistérios da àgua e do fogo,
e da terra e do ar circunda,
manteve silêncio o nosso povo.
No eterno renascimento da Natureza
à passagem do Inverno a Primavera,
compartilhamos com o Universo a Vida,
que num círculo mágico se alegra.
Quatro vezes ao ano somos vistas,
no retorno dos grandes sabás,
No antigo Halloween e Beltane,
ou dançando em Imbolo e Lammas.
Dia e noite em tempos iguais vão estar,
ou o sol bem mais perto ou longe de nós,
Quando, mais uma vez, Bruxas à festejar,
Ostara, Mabon, Litha ou Yule saudar.
Treze luas de prata cada ano tem,
e treze são os Covens também,
Treze vezes dançar nos Esbás com alegria,
para saudar cada precioso ano e dia.
De um século a outro persiste o poder,
Que através das eras tem sido levado,
Transmitido sempre entre homem e mulher,
desde o princípio de todo o passado.
Quando o círculo mágico for desenhado,
do poder conferido a algum instrumento,
Seu compasso será a união entre os mundos
na Terra das sombras daquele momento.
O mundo comum deve saber,
e o mundo do além também não dirá,
Que o maior dos Deuses se faz conhecer,
e a grande magia ali realizará.
Na natureza, são dois os poderes,
com formas e forças sagradas,
Nesse templo, são dois os pilares,
que protegem e guardam a entrada.
E fazer o que queres, será o desafio,
como amar a um Amor que a ninguém vá magoar,
Essa única regra seguimos a fio,
para a magia dos antigos se manifestar.
OITO PALAVRAS O CREDO DAS BRUXAS ENSEJAS:
SEM PREJUDICAR A NINGUÉM , FAÇA O QUE VOCÊ DESEJA!


Magia de Luz!!!






sexta-feira, 6 de abril de 2012

Nova Coleção: Por que beleza é fundamental?

Coleção inspirada nas minhas Clientes Criativas - Únicas com a mesma beleza!
A pergunta que faço é a seguinte: "Beleza é ou não fundamental?"

Beleza é um conceito tão complexo que vai mudando dependendo da época, ou melhor, seja livre e se jogue nas saudades!!!


Mulher Nua com Colar : Pablo Picasso,1968

A Seguir 3 peças da nova coleção









sexta-feira, 30 de março de 2012

Pai ..afasta de mim esse Cálice

http://www.youtube.com/watch?v=26g1jQG-n4Y


Durante o período militar, muitas formas de arte foram censuradas, por apresentarem oposição à ditadura. Um dos exemplos mais marcantes do período foi a música Cálice, composta por Chico Buarque em parceria com Gilberto Gil.
Cálice é uma forte crítica à ditadura.
O cálice ao qual ela se refere é uma espécie de metáfora com o cálice de Jesus Cristo: O vinho comparado ao sangue amargo em dor e traições de pessoas assassinadas pelo desejo de liberdade.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Tragédia em um ato - Millôr Fernandes



Personagens: patrão/empregado-Época: atual-ATO ÚNICO
Empregado: Patrão, eu queria lhe falar seriamente. Há quarenta anos que trabalho na empresa e até hoje só cometi um erro.
Patrão: Está bem, meu filho, está bem. Mas de agora em diante tome mais cuidado (pano rápido).

segunda-feira, 12 de março de 2012

Um boi vê os homens ___________ Carlos Drummond de Andrade

Tão delicados (mais que um absurdo) e correm correm de um para o outro
lado, sempre esquecidos de alguma coisa. Certamente falta-lhes nãe sei que
atributo essencial, posto se apresentem nobres e graves, por vezes.
Ah, espantosamente graves, até sinistros.
Coitados, di-ser-ia que não escutam nem o canto do ar nem os segredos do feno,
como também parecem não enxergar o que é visível e comum a cada um de nós
no espaço.
E ficam tristes e no rastro da tristeza chegam a crueldade.
Toda a expressão deles mora nos olhos, perde-se a um simples baixar de cílios, a uma sombra.
Nada nso pêlos, nos extremos de inconcebível fragilidade, e como neles há pouca montanha,
e que secura e que reentrâncias e que impossibilidade se se organizarem em formas calmas,
permanentes e necessárias.
Têm, talvez, certa graça melancólica (um minuto) e com isto se fazem perdoar a agitação incômoda
e o translúcido vazio interior que os torna tão pobres e carecidos de emitir sons absurdos e agônicos:
desejo, amor, ciúme (que sabemos nós), sons que se despedaçam e tombam no campo com pedras
aflitas e queimam a erva e a água, e difícil, depois disto, é ruminarmos a nossa verdade.